Coronavírus: orientações sobre o trabalho de profissionais com deficiência

Coronavírus: orientações sobre o trabalho de profissionais com deficiência

A pandemia da Covid-19 alterou a rotina de todas as pessoas no mundo inteiro. Porém, você já parou para pensar como ficam os profissionais com deficiência diante dos desafios em relação ao trabalho na pandemia?

As relações de trabalho vêm passando por mudanças drásticas nas últimas semanas com a propagação da pandemia do novo coronavírus, que causa a Covid-19, tanto pela recomendação de isolamento social, quanto pelos reflexos na economia.

Para conter a disseminação da Covid-19, muitas empresas adotaram novas formas de trabalho. Sejam com medidas de segurança e de higiene bastante rígidas, ou por meio do teletrabalho, o conhecido home office.

Muito embora, a deficiência não seja uma doença, e assim eles não fazem parte diretamente dos grupos de risco, os profissionais com deficiência estão mais vulneráveis ao contágio do novo coronavírus, pois dependem mais do contato com objetos para interagirem com o ambiente

Porém, a pergunta que fica é:  quais os cuidados que devem ser tomados em relação aos profissionais com deficiência para evitarem a contaminação com a Covid-19 no ambiente de trabalho? Por isso, fizemos uma lista com recomendações para ajudar empresas e profissionais com deficiência nessa época de pandemia. Vamos lá entender melhor?

Garantir que a comunicação seja acessível

Nessas horas de mudança de comportamento, a comunicação eficiente é fundamental. Mas você já observou se os profissionais com deficiência estão recebendo as orientações sobre o combate ao coronavírus na empresa?

É bem comum produzir comunicados e lembretes com muitas imagens ou vídeos. Por isso, é fundamental que esses materiais tenham audiodescrição, Libras, legendas e uma linguagem simples e direta. Desta forma, a comunicação alcançará todos e todas.

Redobrar a higiene do ambiente

Como já dissemos, no ambiente de trabalho os profissionais com deficiência estão sempre mais expostos a contaminações. Isso porque muitos usam as mãos para se movimentar, seja com uma cadeira de rodas, muletas ou bengalas, além de tatear objetos para facilitar a localização e usar barras de apoio para transferências ou mobilidade.

Assim, para diminuir as chances de contaminação, é necessário ter ainda mais rigor com a limpeza dos locais e dos objetos e equipamentos de uso constante no trabalho.

Vale lembrar que compartilhar materiais, mesmo uma simples caneta, aumenta o risco de contágio.

Esse é um momento importante para redobrar as recomendações sobre o respeito no uso exclusivo do banheiro adaptado, somente pelos profissionais com deficiência.

Higienizar constantemente os equipamentos de tecnologia assistiva

Cadeira de rodas e bengalas, por exemplo, são recursos assistivos fundamentais para profissionais com deficiência física e visual a qualquer momento

Eles precisam ser higienizados sempre que possível, pois estão em contato constante com o chão e outros objetos. Podemos dar como exemplo o aro de impulsão e o pegador da cadeira de rodas, além da ponteira da bengala do profissional com deficiência visual.

Ter maior atenção com a higiene pessoal

Lavar as mãos por completo, com água e sabão ou álcool em gel sempre que mudar de atividade ou de ambiente, além de evitar tocar a boca, os olhos e o nariz.

Alguns profissionais com deficiência não têm destreza ou autonomia para fazer a higiene das mãos da forma recomendada. Por isso, é necessário identificar esse tipo de necessidade de apoio e destacar outros profissionais que possam auxiliar, sempre utilizando equipamentos de proteção individual como máscara e luvas.

Promover distanciamento interpessoal

Uma das principais recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenir a propagação do coronavírus é o isolamento social. Uma das formas de trabalho que têm sido adotadas por muitas empresas é a atividade home office.

Entendemos que, assim como é uma alternativa utilizada para profissionais sem deficiência, também é uma solução para os profissionais com deficiência, com as devidas condições para exercer as atividades.

Já para as funções que não podem ser exercidas de casa, o ideal é criar formas que os funcionários tenham horários diferentes de trabalho para não ter aglomerações, independentemente se eles têm ou não deficiência.

Respeitar as vagas de estacionamento exclusivas

Verifique a possibilidade desse profissional ir para o trabalho utilizando seu veículo próprio e, se possível, garanta uma vaga de estacionamento próxima a entrada do local de trabalho. Isso possibilitar que ele evite o uso de transporte público e reduza o deslocamento onde poderá ter mais contato com pessoas e ambientes menos seguros em relação ao risco de contaminação

Respeitar as normas de acessibilidade 

Acreditamos que seguir as normas e conceitos de acessibilidade em todas as suas dimensões é fundamental também nessa hora. Não entendeu? Então, vamos explicar.

Como já conversamos aqui no Santo Blog, a acessibilidade é um conjunto de ações e recursos que visa a diminuição das barreiras para uma pessoa com deficiência em um ambiente, inclusive o de trabalho. 

Então, quando as orientações de acessibilidade arquitetônica, de comunicação, de normas, formas de trabalho e de comportamento são levadas em consideração, o profissional com deficiência tem mais autonomia durante a jornada, sem a necessidade de enfrentar obstáculo no caminho e apoio de colegas a todo momento. 

Agora que você conhece um pouco mais sobre como orientar os cuidados que a empresa e o profissional com deficiência devem ter em meio à pandemia da Covid-19, invista em prevenção para garantir a segurança de todos e todas.

A equipe de causadores também tem adaptado seus serviços para garantir que sua empresa possa continuar realizando suas ações de gestão inclusiva e valorizando a diversidade, sem risco para seus trabalhadores. Converse conosco sobre essas opções alternativas.